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A Igreja Matriz do Divino Pai Eterno e seu acervo de bens móveis integrados são, desde ontem, oficialmente classificados como patrimônio histórico. O edital de comunicação foi publicado na página 19 da edição de ontem do Diário Oficial da União, sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O processo nº 1.656 alega que as construções religiosas merecem o tombamento “em razão do seu elevado valor histórico a serem inscritos no Livro do Tombo Histórico”. Os bens móveis tombados são o corta vento, Cristo crucificado, balaustrada e altar-mor da capela-mor, altar lateral esquerdo, altar lateral direito, acesso ao púlpito e o púlpito.

A partir de então, os bens descritos e todo o seu entorno passam a gozar de proteção por meio do Iphan. Ou seja, todas as reformas ou restaurações que possam vir a ser feitas nos locais tombados são de responsabilidade do Iphan, de seu orçamento e do Ministério da Cultura. De toda forma, a comunidade e os párocos da igreja não podem alterar qualquer estrutura presente no local.

Responsável pela Igreja Matriz, padre Marco Aurélio Martins da Silva lembra que todas as celebrações no local devem ocorrer normalmente e o que muda agora é apenas o aumento da responsabilidade de quem cuida dos bens. “Era uma notícia muito esperada por nós e recebemos com alegria, assim como a comunidade, que tem nos felicitado.”

Padre Marco Aurélio revela que todo o processo de tombamento durou menos de um ano e agora ele aguarda apenas o recebimento da notificação oficial do Iphan, que deve ocorrer após uma reunião com um conselho formado por 22 intelectuais brasileiros, que avaliam os bens tombados. A Igreja Matriz do Divino Pai Eterno é um primeiro bem tombado na cidade de Trindade.

BENS

O Centro Histórico da cidade de Goiás é o único bem goiano considerado patrimônio histórico mundial, ou seja, foi tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Já o Iphan, além da Igreja Matriz, já tombou outros 23 bens em solo goiano, entre eles estão locais em Bela Vista, Pirenópolis, Pilar de Goiás, Niquelândia, Jaraguá, cidade de Goiás e Goiânia.

O tombamento é realizado a pedido de qualquer cidadão que indaga um órgão a respeito da representatividade de um bem móvel, imóvel ou conjunto paisagístico. A ação pode ocorrer pelo município, Estado, União ou internacionalmente, quando é feito pela Unesco. Com a indagação, o órgão avalia a necessidade histórica em tombar o bem, qual o poder público ganha a preferência em uma possível venda.

Fonte: O Popular