Penso serem as três situações, não?!…Tenho acompanhando, nos últimos dias, muitas queixas de empresários de diversos segmentos, sobre a “tal” crise econômica/política ora instalada de maneira muito severa em nosso país. Em consequência disso, as mídias escrita, falada e televisiva, por sua vez, tem noticiado de maneira muito incisiva, todas as situações maléficas alusivo à magnitude dessa crise, sem precedentes, que vem contribuindo para com a resseção, demissões em massa e descontinuidade dos negócios instalados em nosso país.

Diante dessa atual conjuntura econômica, penso que seria redundante citar aqui algumas situações pontuais que acabam contribuindo para ocorrência deste desconforto econômico que vem assolando todos empresários, mas permitam-me reiterar algumas delas: PIB em baixa, carga tributária, inflação, dólar, taxa de desemprego e de juros, tudo em alta.

Pois bem, diante destes notórios gargalos, visando minimizar os problemas do dia-a-dia dos empresários, trabalhadores e demais cidadãos, penso que a classe política, não obstante as dificuldades de se minimizar/controlar estes parâmetros econômicos, alguma atitude emergente acerca desta problemática precisa ser tomada, quer seja pelo Executivo e ou Congresso Nacional, pois esta situação chegou ao extremo, se medidas emergências não forem tomadas, ocorrerá uma catástrofe econômica pré-anunciada e sem precedente em nossa nação, penso!

O mais complicado é saber que o que se acompanha na mídia e no pronunciamento daqueles que conseguem fazer a leitura econômica do nosso pais, é que ações para minimizar a crise não tem existido, em nenhuma esfera, estão todos simplesmente aguardando o presságio desastroso que ora é evidenciado por todos nós.

O mais impressionante ainda é perceber por meio dos relatos, reportagens, depoimentos e artigos sobre este tópico, o porquê de não haver algumas ações pontuais e essenciais para atenuar a crise, como por exemplo:

Inicialmente, penso que neste momento de dificuldades instalada no comércio/serviço/indústria de um modo geral, é obvio que deveria ocorrer uma redução da carga tributária para estimular a comercialização/serviço/industrialização do segmento empresarial, o que não vem acontecendo.

Percebe-se que não há investimento em infraestrutura e isso culmina na perda de competitividade, tanto no ambiente interno quanto no externo;

Existe claramente a falta de planejamento estratégico a longo prazo na economia, as ações são todas emergenciais…o chamado ”tapa buracos”. Não existe um planejamento em caráter macro econômico;

É notória a falta de credibilidade, o excesso de corrupção e evidente o rebaixamento de notas sucessivas do Brasil, isso por conta de escândalos e impunidades, sobretudo no aspecto político, neste caso, penso que, infelizmente, mesmo que o Executivo estivesse no caminho certo, com tanta desordem e corrupção que vem acontecendo, a falta de credibilidade e rebaixamento de nota seria inevitável e recorrente;

Por fim, o que mais impressiono é a submissão da política econômica à política partidária, isso sim destrói a máquina pública e prejudica todos os setores, quer seja a educação, saúde, segurança, habitação e, em especial, a economia.

Existe uma corrente que sempre enfatiza que a crise é oportunidade para novos negócios- “faça da crise uma oportunidade”, não discordo, isso é fato. Porém, por mais otimista, dinâmico, estrategista e perspicaz que seja o empreendedor dos diversos segmentos da nossa economia, se neste momento não houver, por parte do governo, ações contundentes para fomentar o país, como planejamento estratégico, investimento em infraestrutura e política fiscal adequada, sem falar nas necessidades de reformas, sobretudo política e tributária que viraram utopia e, por fim, deixar de aplicar a “contabilidade criativa” para postergar a demonstração dos problemas, por mais otimista que sejamos, tenho minhas dúvidas se com o continuísmo dessas ações desastrosas os empresários/empreendedores irão alcançar êxito na continuidade dos seus negócios.

Resumindo: A classe empresarial precisa ser vista com outros olhos, pois são eles que pagam os tributos, geram empregos e, por consequente, contribuem para com o desenvolvimento econômico de nosso país.

José Maria O.Vieira

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